terça-feira, 29 de junho de 2010

Comigo me desavim

Lendo outro dia um capítulo do livro do, possivelmente brasileiro, Leonardo Lajonquière, intitulado "De como o infans se torna alienado no eu: o estágio do espelho", entendi muita coisa sobre mim. Acho que rejeitei o outro cuja influência, mediação para ser fiel ao termo de Lajonquière, me permitiu contruir um "eu" e acabei rejeitando a imagem refletida no espelho. Não há "eu"! "Eu não sou eu", diria Sá Carneiro. Mas completando o verso "nem sou o outro", por isso o espelhamento que ultimamente tenho adotado como nome: LEAFAR. Resta saber se com esse espelhamento construí uma nova subjetividade ou anulei a primeira com o oposto do nome próprio. Ainda bem que meus amigos saturninos me permitem dizer tudo isso e não achar que sou louco. Dentre eles, vamos de outro Sá, o de Miranda.

Comigo me desavim,
Sou posto em todo perigo;
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

Com dor da gente fugia,
Antes que esta assi crecesse:
Agora já fugiria
De mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
Do vão trabalho que sigo,
Pois que trago a mim comigo
Tamanho imigo de mim?

O melhor é que quando percebi o que havia me tornado (ou não, ainda não sei), dei uma gargalhada. Melhor assim, não recalquei nada. Adoro brincar de psicanálise!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O bebê de Leafar

Sempre vou ao parque aqui perto da minha casa escolher uma criança para sequestrar. Como não vou ter filhos e nem gostaria, seria um péssimo pai, as vezes fico brincando de tentar achar aquele que seria o hipotético herdeiro do meu reino de sonhos. Muito bem, no longer searching!!! Abaixo utilizo minhas habilidades de copista para reescrever o que estava na página 19 do jornal "O tempo" do dia 06 de junho de 2010. O trecho é de um garoto de 9 anos de nome João Pedro (nome aprovado) e o título da reportagem é "Não visto essa camisa", sobre o que as pessoas farão nos dias em que o Brasil jogar na Copa do mundo. Julguem se esse eh ou naum o meu filho:

"Não é que eu não goste da Copa do mundo, só não tenho interesse. Fico brincando que futebol é um jogo estranho porque cachorro é que gosta de correr atrás de bola. Gosto de ver as pessoas felizes durante os jogos, mas acho muito exagerado, confuxo e barulhento. Acho que já nasci não gostando de futebol. É tudo sempre muito igual, pessoas correndo, bola batendo na trave, torcida gritando, então prefiro assistir a um desenho, que pelo menos tem história. Vou jogar videogame e brincar com a Katarota, minha galinha de estimação. Ela também não gosta de assistir a jogos, então vamos ficar juntos".

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O jardim dos caminhos que se bifurcam

As escolhas duram o tempo necessário para se escolher de novo.