domingo, 30 de maio de 2010

A Cidade e as Serras

O personagem deste romance de Eça, Jacinto, em determinado momento da narrativa, descobre Schopenhauer e somente a partir da leitura do filósofo alemão consegue achar um pouco de graça na vida. Obviamente, esse gozo em saber que tudo é uma "maçada", como diria o próprio Jacinto, não resiste muito e o personagem acaba retornando à sua tediosa existência. Tenho estado um pouco como o Jacinto, tudo tem se configurado como um grande desperdício de tempo e ainda, apesar dos meus 24 anos, estou perdido. A velha dúvida sobre o que fazer na vida persiste e ainda não se me desponta uma resposta. Continuo batendo, batendo, batendo, batendo nessa porta que não se abre nunca.