sábado, 13 de fevereiro de 2010

4. Le cafard

Estou lendo, finalmente, o livro do Vila-Matas e entendendo algumas inquietações que me acometem há algum tempo. O impulso para o Blog surgiu não só da leitura de "Belmiro", mas também da sensação de desconforto, de inércia, de náusea que encontro em minha vida. Desde que entrei para a faculdade não consigo mais fazer nada. Houve a peça na Cia, o conto das xícaras e o outro sobre obnubilação, mais nada. Tudo se resume a leituras obrigatórias, uma preocupação exagerada pela compreensão rápida e, confesso sem modéstia, a formação de uma "consciência literária muito exigente". Dentre os casos expostos pelo narrador, o da luso-cubana María Lima Mendes me foi muito revelador. Assim como ela foi paralisada pelo Mal, penso que também devo estar infectado pelo excesso de teoria, pela praga acadêmica. Apanho-me racionalizando demais sobre as coisas que faço e tentando achar justificativas para absolutamente tudo. Ok, a partir de agora calo-me. Aproveito o silêncio da escrita para também aderir ao silêncio da opinião, não acho mais nada. A partir de agora, sempre, a qualquer coisa, "prefiro não".


Ob.: Não vou mais ficar tentando achar justificativas de porque eu gostei tanto de "Estorvo" do Chico Buarque, enquanto todos os meus amigos que o leram acharam péssimo. Leitura, leituras...

Um comentário:

  1. Existem gostos e gostos, o seu é mais apurado! As justificativas tem que ficar para objetivos oficiais. Seu gosto pessoal é só seu e pronto!

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