quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
6. Nesga de terra debruada de mar...
No longer Portuga!!! Acho que devo me contentar com o livro do Torga. A viagem de volta, por enquanto, está adiada.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
5. Cantando no banheiro
Única coisa que hoje me deixa feliz é a descoberta de Eduardo Dusek. De fato, é no banheiro onde me sinto feliz. Vou abdicar da Literatura e me mudar para o chuveiro, pois lah sou amigo do Rei. E quando eu estiver mais triste, mas triste de não ter jeito. Quando de noite me der vontade de me matar. Lá sou amigo do rei, terei a mulher que eu quero, na cama que escolherei. Vou-me embora pro banheiro.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
4. Le cafard
Estou lendo, finalmente, o livro do Vila-Matas e entendendo algumas inquietações que me acometem há algum tempo. O impulso para o Blog surgiu não só da leitura de "Belmiro", mas também da sensação de desconforto, de inércia, de náusea que encontro em minha vida. Desde que entrei para a faculdade não consigo mais fazer nada. Houve a peça na Cia, o conto das xícaras e o outro sobre obnubilação, mais nada. Tudo se resume a leituras obrigatórias, uma preocupação exagerada pela compreensão rápida e, confesso sem modéstia, a formação de uma "consciência literária muito exigente". Dentre os casos expostos pelo narrador, o da luso-cubana María Lima Mendes me foi muito revelador. Assim como ela foi paralisada pelo Mal, penso que também devo estar infectado pelo excesso de teoria, pela praga acadêmica. Apanho-me racionalizando demais sobre as coisas que faço e tentando achar justificativas para absolutamente tudo. Ok, a partir de agora calo-me. Aproveito o silêncio da escrita para também aderir ao silêncio da opinião, não acho mais nada. A partir de agora, sempre, a qualquer coisa, "prefiro não".
Ob.: Não vou mais ficar tentando achar justificativas de porque eu gostei tanto de "Estorvo" do Chico Buarque, enquanto todos os meus amigos que o leram acharam péssimo. Leitura, leituras...
Ob.: Não vou mais ficar tentando achar justificativas de porque eu gostei tanto de "Estorvo" do Chico Buarque, enquanto todos os meus amigos que o leram acharam péssimo. Leitura, leituras...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
3. Além
- Não adianta tentar me entender. Não adianta dizer três ou quatro palavras na esperança de que três ou quatro palavras possam preencher o vazio que você vai deixar. Eu me entreguei por inteiro para você. Você me conhece como ninguém jamais me conheceu. Conhece meus defeitos, minhas qualidades, minhas curvas e meus abismos. Você conhece meu gosto, você conhece meu gozo e minhas dúvidas. Por isso não pense que três ou quatro palavras serão suficientes para me acalmar numa hora dessas. O que vou fazer daqui pra frente, hein? Como vou acordar todos os dias na cama que a gente comprou juntos e que, agora, você me diz que não vai levar. Por que eu tenho que ficar com ela? Porque você quer me torturar, não é?! Você sabe que seu cheiro já está impregnado nela, que no colchão está impressa a marca do seu corpo. Você quer que eu me deite todos os dias nessa marca, não é? E os armários? O que vou fazer com um armário deste tamanho? Minhas roupas não serão suficientes para ocupá-lo. Toda vez que o abrir vou me deparar com o grande vazio que estará minha vida. O vazio desse armário, todos os dias, me lembrará que você foi embora, que metade de mim me abandonou. Assim como sua marca naquela cama, onde provavelmente irei parar todas as noites, como alguém que se atira num abismo na esperança de achar a solução. Você veio e me usou, se lambuzou, nos corrompeu, e agora vai embora e deixa nesse apartamento a única coisa que de fato foi sua nessa vida. Porque eu fui seu. Fui todo seu. Como nunca fui de ninguém. Como nunca achei que seria. E agora vem com essas palavras, que para você são capazes de me confortar, são capazes de me fazer entender o porquê está me deixando. Nenhuma palavra vai me confortar, nenhuma palavra vai me fazer entender, nenhuma palavra vai me fazer não chorar, mas por favor, por favor, diga alguma coisa.
2. Bartleby e Cia
Pensando na distância a que me encontro da última e única postagem desse blog, ao que parece, eu também prefiro não.
Assinar:
Postagens (Atom)